Ao escrever este artigo estava tomando um mate e revendo o
filme: “A rede social” – sobre o Facebook – e a meteórica ascensão de Mark
Zuckerberg, eleito o homem do ano pela revista Time é
a pessoa mais jovem a figurar na lista dos mais ricos do mundo da
Forbes. Este filme me fez analisar o quanto a criatividade é
importante par ao crescimento.
Por ser captador de recursos dos festejos farroupilhas de
Porto Alegre e, também, do MTG, muita gente me procura para pedir patrocínios
para sua entidade. As empresas patrocinam um projeto
cultural para se diferenciar das demais concorrentes, a partir do momento em
que, toma para si, determinados valores relativos àquele projeto. Também para
se comunicar com seu público alvo e mostra para a sociedade que não está fechada
somente em torno da sua lucratividade e de seus negócios.
Então, para isso, é necessário oferecer um retorno à empresa
investidora. Ninguém dá dinheiro só por dar. O patrocínio é uma via de duas
mãos. O retorno deverá aparecer nos gráficos estabelecidos no acordo. Quando o
Face foi criado, sem a pretensão de chegar aonde chegou, foi na base da
criatividade de jovens estudantes de Harvard. A idéia inicial era reunir em um
site os amigos das universidades. Em pouco tempo os números adquiridos pelo
site tomaram proporções incríveis deixando seu dono bilionário.
Transportando esta idéia para nossas entidades. Como está o
quadro de associados do CTG? Qual é a vantagem de me associar ao CTG? Quantas
pessoas freqüentam meus eventos? Temos um planejamento anual para a entidade?
Temos um planejamento a longo prazo (tipo 3 anos)? Os nossos eventos se
diferenciam dos eventos do outro CTG? Que indicadores teríamos para mostrar a
um pretenso investidor, apresentando números que mostram o resultado do
trabalho que tem sido desenvolvido no CTG?
Todas essas perguntas fizemos em 2001 quando iniciamos um
trabalho de reestruturação no MTG e na Fundação Cultural Gaúcha. Censo
tradicionalista, planejamento estratégico 2006/2015, Desfiles Temáticos,
Parceiros Sustentáveis, Banco de Projetos e outras atividades que planejamos e
colocamos em prática. Não é à toa que os festejos farroupilhas, de um pequeno
acampamento de lona no centro da capital, se transformou na maior festa popular
do RS. E que o ENART está indo pelo mesmo caminho.
Mas eu lembro às entidades: Ninguém dá nada de graça. Nunca
esqueça: “O cafezinho nunca é de graça”,
de uma forma ou de outra, ele é pago. Tudo o que for investido no patrocínio retornará
de alguma forma. Caso contrário ninguém investirá.
Aos nossos CTGs: Defina sua Missão (para que existe o CTG?)
Planeje a curto, médio e longo prazos. Formule objetivos, estratégias e metas.
Estude os pontos fortes e fracos da entidade. Registre tudo, pois isso serve
para a história e para futuros projetos, pois não adianta mentir números. Ao
conseguir um apoiador ou patrocinador, mantenha-o informado sobre o progresso e
o status dos projetos por ele financiados. Convide-o sempre para visitar as atividades
que ele ajuda a financiar mostrando sempre os benefícios do projeto. Organize
eventos de homenagem ao apoiador/investidor. Este é o caminho. Não existe
fórmula mágica. Busque o conhecimento e seja criativo como Mark Zuckerberg e
alavanque sua entidade.